sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Favela Surf Clube e Rio Breaks na Fluir

Matéria na Fluir deste mês

Nesta última quarta-feira ocorreu em São Paulo a festa de aniversário de 26 anos da revista Fluir, e na ocasião foi lançada a edição especial do mês de outubro. E entre os destaques da publicação, está a matéria " O surf que liberta", material que foi feito por mim depois de ter acompanhado o atleta Simão Romão e os meninos integrantes do projeto social Favela Surf Clube em uma sessão de surf no Arpoador, Rio de Janeiro.
Em meados de março tive a chance de ter este contato com os organizadores do projeto e com os novos integrantes que fizeram uma sessão especial de surf que aproveitei para registrar dentro d`água. Depois segui com todos eles ao Cantagalo e vi a casa que alguns moravam e também a sede do projeto. Andei por tudo lá e foi uma experiência única...que realmente mexeu comigo.
O que me motivou a procurar o Simão e aproveitar a chance de fotografar e escrever sobre os meninos, foi a vontade de saber mais sobre o universo que o documentário Rio Breaks estava abordando. O roteirista do filme ( que acabou de ser lançado no Festival do Rio e já está sendo lançado mundialmente) Vince Medeiros é uma pessoa que admiro muito e que me contou com empolgação sobre as filmagens que estavam sendo feitas e como o surf pode ser uma alternativa de vida para estes moleques que têm uma realidade tão dura.

Pezinho sorrindo dentro d`água

Após conviver com eles e ver todas as dificuldades que os organizadores passam, procurei escrever uma matéria da melhor maneira possível e fui atrás de um veículo que podesse dar um bom destaque para mostrar a situação deles. Só de pensar que motivados pela prática esportiva esses meninos podem dar um rumo diferente em suas vidas já é razão suficiente para querer ajudar como puder. Quando estão dentro d`água ficam felizes e realizados. Percebi que são crianças como qualquer outras, que tem sonhos, desejos, mas o diferente aqui é que eles convivem muito perto com a violência e as alternativas de vida são muito poucas. E aí que o surf entra, pode ser uma alternativa libertadora.
O menino que mais me impressionou foi o pequeno Pikachu de apenas 8 anos de idade. Mesmo tão novinho ele já tem um talento fenomenal....ao olhar ele pensei que quero voltar ao Cantagalo daqui há alguns anos e ver que ele cresceu, seguiu no esporte e virou um Simão Romão. Ou melhor, voltar e ver aquela sede do Projeto bem cuidada, com apoio e com muitos meninos engajados no projeto. Quem se habilita a fazer algo por esta galera???

Simão com Magno, Vertinho e o mascote Pikachu

Magno é a nova promessa


Pickachu na onda


3 comentários:

Rafael Cibrian disse...

Muito legal essa matéria, Manu!
Eu sempre, da maneira que posso, procuro conhecer e apoiar projetos sociais, fazer algum trabalho voluntário, ajudar. Como tu falou, quando as alternativas são poucas e não tão boas, é muito legal ver que tem pessoas, nesse caso crianças, que escolhem o esporte. Ontem mesmo quando pensei em o que escrever, acabei voltando pra liberdade que eu encontrei no surf, claro que é totalmente diferente da história deles, mas foi exatamente o que veio na minha cabeça, o surf que liberta!
Tomara que mais crianças façam essa escolha e façam um Rio melhor.

Parabéns pela matéria!
Beijão

DSC disse...

Parabéns pela matéria na Fluir...só compro as revistas que vem com DVD, quando li a matéria sobre o Rio Breaks percebi logo que tinha algo diferente na forma com que a mesma foi escrita...fui logo ver quem era o autor da mesma...continue assim pq as revistas de surfe estão precisando de gente que sabe escrever, te prender na leitura...aloha GD

Glenda disse...

Ameiii essa materiiiia, fikei super interesada nessa galera, vejo que querem crescer, e isso eh muito boom ;) eu amo o surf e qndo se trata em salvar viiidas tirando eles de um mundo que naum presta isso eh um maximpo ;)
Deus abençoe vcs viiiu?!
Prentendo um diia conhecer ...